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sexta-feira, 6 de março de 2009

Historicidade




Continuando o estudo, agora sobre Jesus dentro da história, pois Ele não é um mito, nem lenda!

1 Pe 3: 15

O cristianismo se baseia em evidências históricas, então não podemos descrer em Jesus por falta de evidências. Sabemos que Jesus existiu, porque a bíblia diz, temos 4 biografias e o testemunho dos historiadores do Novo Testamento. Entretanto, além dos Evangelhos temos o relato sobre Jesus de vários historiadores seculares e escritores da antiguidade: Tácito, o historiador romano; Suetônio; Plínio, o Moço; Epicteto; Luciano; Aristides; Galeno; Lamprídio; Diocássio; Hinério; Libânio; Eunápio; Zózimo. Outros escreveram livros inteiros contra o cristianismo: Luciano, Celso, Porfírio, Hierócles e Juliano, o Apóstata.
Pôncio Pilatos, procurador da Judéia, escreveu a Tibério César o seguinte: "E Herodes, Arquelau e Filipe, Ainás e Caifás, com todo o povo, entregaram-me Jesus, fazendo grande alarde contra mim, que eu deveria julgá-lo (Jesus). Eu, portanto, dei ordens para que ele fosse crucificado, tendo primeiro mandado açoitá-lo, sem ter achado nele nenhuma causa para as acusações ou malefícios. Quando ele foi crucificado, houve trevas por todo o mundo, tendo o sol se escurecido ao meio-dia, aparecendo as estrelas, mas nelas não havia nenhum fulgor; e a lua, como se tivesse convertido em sangue, não deu sua luz."
Lc 23: 44-45
Tallo, outro escritor secular, no ano 52 DC, escreveu sobre o obscurecimento do sol desde o meio-dia até as três horas da tarde, e dando uma explicação naturalista diz que deve ter sido um eclipse. Mas era tempo de lua cheia (Páscoa) então não se pode ter eclipse do sol na lua cheia.
Tácito, discutindo sobre o incêndio de Roma e a tentativa de Nero de encobrí-lo escreveu: "Então, para suprimir o rumor ele falsamente acusou e puniu com as mais requintadas torturas as pessoas comumente chamadas cristãs, que eram odiadas por suas excentricidades. Cristus, o fundador do nome, foi morto por Pôncio Pilatos, procurador da Judéia no reino de Tibério; mas a superstição perniciosa, reprimida por algum tempo, brotou novamente, não somente na Judéia, onde se originou esse mal, mas também por toda a cidade de Roma." Nesse relato Tácito reafirma que Jesus Cristo foi crucificado por Pôncio Pilatos no reinado de Tibério César. Também cita que Cristus- o Cristo foi o fundador da religião cristã que nasceu na Judéia, mas que estava se espalhando, inclusive em Roma.
Juliano, o Apóstata, escreveu um livro em que tentou destruir o cristianismo, só que ao invés de destruir ele afirma que Jesus nasceu no reinado de Augusto, no tempo em que Cirênio fez um censo na Judéia, além de confirmar que o cristianismo nasceu no tempo dos imperadores Tibério e Cláudio e a autenticidade dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, como fontes autênticas da religião cristã.

Eu tirei esses relatos do livro "Porque creio" de D. James Kennedy, livro ótimo (comprei-o por 5 contos num sebo) por sinal, ele nos dá propriedade para reagir aos ataques contra a nossa fé, além de nos dar seguridade ao/e reafirmá-la. Este livro é feito em tópicos de; porque creio: na bíblia; em Deus; em Jesus; no cristianismo; no inferno; no céu; na ressurreição, e tem um tópico que eu gosto bastante, que mostra como o advento da arqueologia contribuiu para a reafirmação da bíblia.


Franci

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

C. H. Spurgeon - O Conquistador de Almas



Neste livro " O Conquistador de Almas" de 1986 da editora PES, Spurgeon (19 de junho de1834 — 31 de janeiro de 1892) expõe de forma clara e explícita a natureza e os aspectos principais da obra de ganhar almas para Cristo. O livro na verdade é uma junção dos dircursos dirigidos a estudantes do Seminário Teológico e de outras palestras para outros ouvintes , sobre o mesmo tema, que ele denominava "o ofício de maior realeza" - conquistar almas. Separarei alguns trechos do livro...

" Arrepender-se é deixar
pecados antes amados,
e mostrar grande pesar
não os praticando mais."

Em todos os homens, a verdadeira conversão vem aconpanhada do senso do pecado, de que falamos sob o título de convicção; da tristeza pelo pecado, ou seja, do santo pesar por tê-lo cometido; do ódio ao pecado,que prova que o seu dominio terminou; e da fuga prática do pecado, que mostra que a vida no interior da alma influi na vida exterior. Fé verdadeira e arrependimento verdadeiro são gêmeos; seria ocioso tentar dizer qual nasce primeiro. Quando uma roda se move, todos os seus raios se movem juntos; assim, todas as graças começam a agir quando o Espírito Santo opera a regeneração. Contudo, o arrependimento é absolutamente necessário. Nenhum pecador olha para o Salvador com os olhos enxutos e com o coração empedermido. Portanto, procurem quebrantar os corações, levar as consciências a se convencerem da culpa, e afastar as mentes do pecado, e não se dêem por satisfeitos enquanto toda a mente não estiver profunda e vitalmente transformada com relação ao pecado.
Outra prova de que se conseguiu a conquista de uma alma para Cristo se vê na verdadeira mudança de vida. Se o homem não vive diferentemente de como vivia antes, em casa e fora, terá de se arrepender do seu arrependimento, e sua conversão é falsa. E não só o modo de agir e o linguajar deve mudar, mas também o espírito e o temperamento. "Mas", dirá alguém, " a graça muitas vezes é enxertada em rude planta silvestre." Sei disso. Mas, qual é o fruto do enxerto? Será semelhante ao enxerto, e não da natureza do tronco original.

C. H Spurgeon. O Conquistador de Almas, editora PES ( publicações evangélicas selecionadas), 1986, 2ª ed. págs. 23 e 24.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A História da Igreja


" Nossa própria geração desfruta da herança dada a nós pela geração que nos precedeu. Muitas vezes sabemos mais, não porque temos estado à frente por nossa própria habilidade natural, mas porque somos apoiados pela força [mental] de outros, e possuímos riquezas inerentes dos nossos antepassados." João de Salisbury (1115-1180)



A história da Igreja de D. Jeffrey Bingham editado pela CPAD (2007) aborda a história da igreja de forma rica e sucinta. Jeffrey Bingham tem por objetivo "não apenas descobrir os tesouros do passado da igreja, mas sim mostrar como a história nos ajuda em nossa própria jornada espiritual nos dias de hoje."

A história é vista como um tesouro, uma rica herança trancada dentro de uma arca onde encontram-se: diamantes, esmeraldas, soberanos de ouro e correntes de prata espanhola, que são vistas como introdução de cada capítulo.

A Igreja Primitiva foi o diamante que sustentou a doutrina, foram doutrinamente dedicados e teologicamente astutos, por vários motivos, dentre eles os falsos mestres que continuaram a ameaçar a fé dos crentes, as interpretações variadas e exageradas dos ensinos apostólicos, orgulho faccioso que dividia a igreja e a perseguição, comum nos primeiros dias do cristianismo.

A parte um do livro, passa pelos pais apostólicos cujo lema era a adoração e o discipulado enquanto comunidade de Cristo, em submissa unidade, verdade doutrinária , renúncia, e comenta temas como o dos apologistas, Irineu e outros...

De belos ornamentos de esmeralda foi constituída a igreja na Idade Média, seus problemas eram diferentes daqueles enfrentados pela Igreja Primitiva, as relações entre política e evangelho, formalismo e fé, sociedade e igreja, cultura e conversão tornaram-se, às vezes, indistintas. A " cultura cristã" era confundida com a conversão do coração, instituições e hierarquias foram confundidas com igreja e liderança, a teologia é privativa ao clero e não diz respeito ao leigo. Porém, há exemplos de liderança cristã, oração, uso correto da mente e a prática da vida piedosa.

Mesmo nos momentos nebulosos a vida espiritual da igreja continuou, apesar de a igreja passar por uma época turbulenta em que o mundo estava desintegrando, os crentes durante o período medieval ainda buscavam viver de acordo com a Palavra de Deus. Segundo Beryl Smalley em seu clássico The Study of the Bible in the Middle Ages ( O Estudo da Bíblia na Idade Média): " A Bíblia foi o livro mais estudado da Idade Média. O estudo da Bíblia representou a mais alta forma de se aprender."

Na Reforma Protestante, a doutrina da Igreja é comparada a uma coroa cheia de pedras preciosas na qual os reformadores observaram que algumas jóias inestimáveis foram substituídas por falsificações e o ouro ficou manchado. Os pedaços das verdadeiras doutrinas da salvação, da Igreja e das Escrituras misturaram-se e necessitavam ser arrumadas. Então, surgiram nomes como Martinho Lutero e João Calvino, John Huss e John Wycliffe foram seus antecessores e nos séculos XIV e XV trataram discussões com as quais os reformadores protestantes do século XVI eram simpatizantes.

Na Idade Moderna o autor aborda temas como o Iluminismo e o seu impacto na espiritualidade. Os despertamentos espirituais no século XVIII foram importantíssimos para a história protestante com exemplos; como os reavivamentos em Nova Jersey, Pensilvânia, Massachusetts e em 1906 o reavivamento da rua Azusa, assim como, as missões protestantes modernas e o evangelicalismo.

Os cristãos para D. Jeffrey Bingham " são pessoas que olham tanto para o passado quanto para o futuro adiante, pessoas com entendimento histórico e expectativa confiante."


Franci (resumo do livro)